Polícia Científica passa a coletar material genético de familiares para busca de desaparecidos
- Idionara Bortolos com assessoria

- 26 de mai. de 2021
- 2 min de leitura
Para celebrar o Dia Internacional das Crianças Desaparecidas (25/05), a Polícia Científica do Paraná lançou, neste mesmo dia, a campanha "Coleta de DNA de familiares de pessoas desaparecidas". A ação foi elaborada pelo grupo de trabalho da Rede Integrada de Banco de Perfis Genéticos (RIBPG), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Apesar do lançamento, a doação começará apenas em 14 de junho de 2021.

Após a coleta de amostras biológicas de familiares de pessoas desaparecidas, o material passará por análises de DNA e os dados serão incluídos nos bancos de perfis genéticos, por meio de encaminhamentos das amostras, de referências diretas da vítima desaparecida, que podem ser coletadas em objetos como escova de dentes, aparelho de barbear, entre outros materiais.
Para o diretor-geral da Polícia Científica do Paraná, o perito oficial Luiz Rodrigo Grochocki, a campanha tem o objetivo de acabar com dúvidas das famílias que buscam seus entes desaparecidos. Com o maior número de amostras no banco nacional de perfis, será mais fácil encontrar o paradeiro destas pessoas em qualquer lugar do País.
O secretário da Segurança Pública, Romulo Marinho Soares, destacou que a iniciativa é uma oportunidade para os familiares encontrarem as pessoas desaparecidas por meio deste vínculo genético familiar. “Com isso, incentivamos uma maior doação de DNA ao banco de perfis genéticos”, disse o secretário.
A campanha prevê que sejam coletadas, preferencialmente, amostras de dois familiares de primeiro grau, seguindo a ordem de preferência, com os pais em primeiro, depois filhos, pai/mãe do filho e os irmãos. As amostras poderão ser confrontadas com restos mortais não identificados (ossada) e pessoas de identidade desconhecida cadastradas no Banco de Perfis Genéticos, exclusivamente para fim de identificação humana.
“Muitas vezes o perfil das pessoas que estão desaparecidas pode estar em qualquer lugar, inserido no banco, mas se você não tiver o material dos familiares para o confronto de amostras, o caso pode ficar sem solução”, ressalta Grochocki.
Segundo a perita dos Laboratórios de Genético Forenses da Polícia Científica do Paraná, Marianna Maia Taulois do Rosário, as amostras coletadas terão apenas um intuito, inserir perfis genéticos de familiares no banco nacional para encontrar somente as pessoas desaparecidas. “As amostras dos familiares coletadas na campanha não serão confrontadas com as amostras de cenas de crime, pois são confrontos distintos e o intuito, neste caso, é encontrar pessoas”, completa.
Para a aplicação do exame, os familiares devem ter um registro ou ocorrência policial aberta de desaparecimento de pessoa. Além disso, o registro deve ter um período mínimo de desaparecimento (cerca de 30 dias - podendo variar conforme a circunstância do desaparecimento) com o objetivo de garantir que tenha uma investigação policial.
BUSCA DE DESAPARECIDOS – Para a solução do caso, o registro do boletim de ocorrência, que pode ser feito em qualquer delegacia no Estado ou também via internet, deve ser o primeiro passo para o início da busca pela vítima desaparecida. A partir deste procedimento, a Polícia Civil do Paraná, por meio do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (SICRIDE), Delegacia de Proteção à Pessoa (DPP) ou qualquer outro distrito policial, alinhará a tecnologia à expertise dos policiais, e iniciará a investigação para dar respostas rápidas e efetivas ao familiar.









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