Editorial - edição 30
- Por Idionara Bortolossi - Jornalista ASSESP

- 4 de mai. de 2017
- 1 min de leitura

Reformas. O Brasil definitivamente está precisando delas, mas é necessário dividir e não subtrair. Mudança na previdência é ncessária? Claro que sim, mas é preciso mexer em quem ganha muito e sequer teria este direito.Aposentadoria ainda mais tardia para os trabalhadores, 65 anos de idade e 49 de contribuição para receber o teto, que hoje equivale a R$ 5,5 mil. Enquanto isso, foi deputado por quatro anos? Já pode se aposentar em seguida. Com isso, mais de 30 políticos aposentados e com mandato acumulam ganhos que, em valores brutos, garantem a eles renda mensal de até R$ 64 mil, isso não mudará!
Nas novas regras, os parlamentares também precisarão contribuir para se aposentar, mas quem já recebe, não perde. É o chamado direito adquirido. Aqui no Paraná, cinco ex-governadores e oito dependentes recebem pensão do Estado. A lista de beneficiários inclui até mesmo Madalena Gemieski Mansur, viúva de João Mansur, ex-governador que ocupou o cargo de 4 de julho a 11 de agosto de 1973, ou seja, pouco mais de um mês.
Mesmo assim, o montante de R$ 30.471,11 é depositado mensalmente na conta até hoje, 43 anos
depois. É por esta questão que a luta das polícias de todo o Brasil e a nossa, classe trabalhadora, são trazidas como destaque nesta 30a edição da Revista ASSESP.
O assunto é sério e exige foco e muito debate da população. A classe policial precisa se unir e não
pode parar de lutar. Não pode fazer greve, mas as manifestações não devem continuar. Os trabalhadores precisam lutar.









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