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Polícias desarticulam quadrilhas na Vila Torres

As forças policiais de segurança pública do Paraná desencadearam a Operação Torres, na manhã desta quinta-feira (26), que desarticulou duas quadrilhas que agiam na Vila Torres, em Curitiba. Membros das duas facções foram responsáveis por diversas mortes violentas que ocorreram ao longo dos últimos meses, na briga por pontos de venda de drogas. Já são 15 pessoas presas, no conjunto de ações deflagradas nos últimos dois meses, incluindo os suspeitos nos assassinatos que ocorreram em um supermercado na Avenida das Torres, no dia 31 de dezembro do ano passado. O suspeito identificado pela polícia como Gustavo Cordeiro de Medeiros, conhecido como “Terremoto”, continua foragido. Desde a madrugada desta quinta-feira, equipes das polícias Civil e Militar ocuparam as ruas da Vila Torres e, por determinação do secretário da Segurança Pública e Administração Penitenciária, Fernando Francischini, policiais ficarão na Vila Torres, em horários alternados, entre profissionais da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), para garantir a tranquilidade.

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“A Vila Torres não pode ser palco de guerra entre facções criminosas. Desde a chacina em um supermercado da região, as polícias Civil e Militar se empenharam para identificar e prender membros das duas quadrilhas. O Estado está no controle da Vila Torres, levando segurança aos moradores”, afirmou Francischini. Entre os meses de dezembro de 2014 e janeiro deste ano, foram 12 mortes violentas em decorrência da disputa por poder entre traficantes na Vila Torres, de acordo com o delegado-titular da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Miguel Stadler, que conduziu os trabalhos de investigação. Em pouco mais de 18 meses, ocorreram mais de 40 mortes vinculadas à briga de gangues, muitas delas inclusive fora da Vila. Após operações cirúrgicas das polícias Civil e Militar realizadas na localidade, já é possível verificar a redução de homicídios dolosos: foram dois assassinatos até agora, neste mês de fevereiro. Entre as ações, na semana passada, equipes da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc) apreenderam 32,5 quilos de maconha e armamento, que estavam com uma dupla de traficantes.

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“Hoje foi uma fase de saturação, após o mapeamento e identificação dos líderes, que foram presos. Com essa ação, esperamos que a população sinta-se mais segura e que, dessa forma, possa auxiliar o nosso trabalho e faça mais denúncias”, destacou o delegado Stadler. Segundo ele, o acompanhamento dos crimes contra a vida vai ocorrer em outras regiões da capital. “Estamos fazendo esse mapeamento e, uma vez constatado um número maior da prática de crimes contra a vida, em poucas quadras de um determinado bairro, por exemplo, a polícia vai identificar quem são os alvos e pessoas problema, nos crimes de furto, assalto, tráfico de drogas e homicídio”, disse o delegado. EFETIVO – A Operação Torres desta quinta-feira contou com policiais da DHPP, Denarc, Departamento de Inteligência do Estado do Paraná (Diep), Divisão Policial da Capital (DPCAP), Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), Batalhão de Operações Policiais (Bope) e Divisão Policial Especializada (DPE). A ação teve apoio de um helicóptero do Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA), que possibilitou o acompanhamento em tempo real por meio da Sala de Crises do Centro de Comando e Controle, na sede da Secretaria da Segurança Pública, no Centro Cívico.


Por SESP

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