Após reestruturação, Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos recupera mais de 7 mil veículos em um
- Por Revista ASSESP

- 23 de out. de 2014
- 3 min de leitura
Com uma média de 28 carros roubados por dia em Curitiba, o volume de trabalho da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV) é muito grande. No último ano, entre agosto de 2013 e setembro de 2014, foram recuperados 7.140 veículos no estado. Os números refletem o trabalho árduo que vem sendo realizado desde a reestruturação da unidade. No entanto, os problemas ainda não foram sanados. “Ainda trabalhamos com um efetivo abaixo do que seria o ideal”, destacou o delegado-chefe da DFRV, Cassiano Lourenço Aufieiro.

Ele conta que a delegacia vinha sofrendo com o descrédito dos paranaenses no momento da chegada dele e de sua equipe. “Ela estava desacreditada pelos fatos que ocorreram envolvendo suspeitas de corrupção, denúncias que não sei se foram confirmadas”. O problema disso é que “quer queira quer não, para ela funcionar ela precisa da população”, isso porque, a Polícia Civil trabalha, principalmente, através de denúncias.
“Ela precisa de informações, para trabalhar com elas e conseguir informações melhores, mais robustas, através de um serviço de investigação, e aí ela parte para a finalidade, que é tirar de circulação os marginais, recuperar veículos”, comenta Aufieiro. Em agosto de 2013, de acordo com Marcelo Mendes, responsável pelo Setor de Planejamento, Administrativo e Operacional, a unidade estava superlotada de presos e de carros, motos e motores que haviam sido recuperados.
SUPERLOTAÇÃO - “O pátio estava lotado de produtos que foram encontrados, mas que não tinham sido devolvidos para os donos”, explicou. De acordo com ele, limpar tudo foi uma das prioridades na nova gestão. “Os presos não tinham nem mesmo por onde caminhar. O pátio estava simplesmente abarrotado de tudo, não tínhamos espaço nem mesmo em frente à Delegacia”, comentou Mendes.


Mas isso é passado. “Tínhamos cerca de 1.200 veículos que não só não cabiam na delegacia, como precisávamos que usar um terreno aqui em frente. Fizemos uma força tarefa com outros órgãos - Detran, a Procuradoria do Estado, o Judiciário - e conseguimos autorização para leiloar 800 veículos e os remanescentes nós retiramos daqui da delegacia, foi para outro pátio conseguido pela Secretaria de Segurança”, destacou Aufieiro.

Naquele momento, eram 200 presos divididos em 16 celas de cercar de 2,5 m². “Desrespeitava qualquer preceito dos Direitos Humanos, eles não eram nem acumulados, eram empilhados. Uma superlotação tradicional por aqui, historicamente esse lugar tinha entre 150 e 200 presos e não é um local adequado para isso”, avaliou o delegado. Mas os presos também foram transferidos. “Conseguimos zerar os presos daqui”.
Quanto às celas, elas foram destruídas. “Hoje possuímos somente duas celas e presos da movimentação normal da delegacia, a gente prende e logo ele vai para o sistema [penitenciário]”, comentou.

REFORMAS - Além das mudanças estruturais, a Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos está passando por transformações físicas, a fim de humanizá-la. “Queremos tirar a cara de ´presídio`, para mostrar que o local é do cidadão”. Para isso, a fachada antiga foi a primeira a ficar diferente. Além dos carros não estarem mais ali, foi pintada e acrescidas as letras do nome do local.
“Isso era necessário, pois as pessoas que nos procuram não é somente para registrar boletins de ocorrência de furtou e roubos, mas também tem muita gente que vem para solicitar uma liberação de algum bloqueio que a própria delegacia pode ter feito ou um alvará para o funcionamento de uma loja de carros. Há uma atividade administrativa muito grande aqui, então, nós precisávamos disso“, comentou.









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